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DGS lança Manual de Alimentação Vegetariana em Idade Escolar

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A Direção-Geral da Saúde lança, pela primeira vez, um manual dedicado à alimentação vegetariana em idade escolar, no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Este manual pretende divulgar cuidados base essenciais a ter na adoção de um padrão alimentar vegetariano por parte de famílias onde existam crianças em idade escolar e seus riscos e vantagens. Sugere-se que seja possível produzir refeições vegetarianas muito diversificadas recorrendo a produtos vegetais nacionais, sazonais e de proximidade, muitos deles enquadrados na nossa tradição mediterrânica e promovendo a agricultura nacional e os seus produtos vegetais de qualidade.

O documento foi elaborado por uma equipa multidisciplinar onde se incluem pediatras e nutricionistas com experiência na área. Depois do manual Linhas de Orientação para uma Alimentação Vegetariana Saudável, pretende-se que esta seja uma forma de contribuir para o conhecimento dos profissionais de saúde e da população em geral, evitando erros e desinformação a que muitas vezes este tema é associado. Ao mesmo tempo, reconhece-se a necessidade deste padrão alimentar ser acompanhado de perto por profissionais de saúde.

Para mais informações consulte o Manual de Alimentação Vegetariana em Idade Escolar.

Fonte: Direção-Geral de Saúde

ANEMIA E VEGETARIANISMO: O DESVENDAR DE UM MITO

Fonte (imagem): brunaquaglio.com

Anemia é uma situação em que o componente que transporta o oxigénio no organismo (hemoglobina) diminui.

Quando tal ocorre, geralmente sente-se cansaço, palidez, aceleração dos batimentos cardíacos, dentre outros sintomas.

São muitos os fatores que podem provocar a anemia e devem, necessariamente, serem deslindados pelo seu médico.

A causa mais frequente, em termos nutricionais, é a falta de ferro, porém, é igualmente possível ser resultante da falta de vitamina B12, ácido fólico (vitamina B9), vitamina A, dentre outras causas.

Existem também outras causas que não têm, forçosamente, uma relação direta com a nutrição para o seu aparecimento, como a talassemia, e a anemia falciforme, doenças renais, neoplasias, perdas sanguíneas, parasitas intestinais, hipotireoidismo, processos inflamatórios crónicos…

Qual é a causa mais comum da anemia?

A falta de ferro é a causa nutricional mais comum.

Vegetarianos têm mais risco de ter anemia por falta de ferro?

Não, não tem. Há um grande estudo publicado por Hunt, em 2003, que demonstrou que a prevalência de anemia por falta de ferro é a mesma em vegetarianos e não vegetarianos. Mas como 1/3 da população mundial sofre carência do mineral, todos nós, vegetarianos ou não, devemos nos precaver.

O que fazer se a anemia é por falta de ferro? Devo modificar a minha dieta ou tomar suplementos de ferro?

Poderá ter de tomar suplementos. A alimentação pode não ser suficiente para corrigir definitivamente essa condição.

Simultaneamente, deve aprender a otimizar o ferro da dieta, escolhendo as fontes mais ricas do mineral, e adequando os fatores da dieta que auxiliam e que inibem a absorção de ferro.

Após a correção deve-se acompanhar a pessoa para verificar se ela consegue manter os seus níveis de ferro (hemoglobina) apenas com a alimentação.

Muitas vezes a dieta já é totalmente adequada para a melhor absorção do ferro, porém, a anemia permanece. Isso é muito comum em algumas mulheres devido à perda de sangue menstrual, que pode exaurir o ferro do organismo. É menos frequente encontrar homens anémicos, pois não costumam ter perda de sangue, exceto nos casos de hemorroidas que sangram, doação de sangue ou algumas doenças.

Otimizando a absorção do ferro ingerido:

  •  Utilize alimentos ricos em vitamina C, como frutas e verduras junto com a refeição que contém ferro. Não adianta ingerir o ferro em uma refeição e a vitamina C na outra! O mineral e a vitamina devem se encontrar na mesma refeição.
  •  Se gostar, utilize panela de ferro para o preparo dos alimentos.
  •  Não utilize café, chá preto, chá de outras ervas e cacau juntamente, e próximo, das refeições que contenham maior teor de ferro, pois esses compostos dificultam a sua absorção
  •  Evite o consumo de leite, laticínios e ovos nas refeições mais ricas em ferro, pois esses alimentos também dificultam a absorção do ferro. Vegans têm mais fatores positivos para a absorção de ferro do que os ovo-lacto-vegetarianos.
  •  Reduza o teor de ácido fítico dos alimentos (composto que dificulta a absorção do ferro) deixando os grãos de molho na água por 8 a 12 horas. Deite a água fora depois.
  •  Utilize alimentos naturais e integrais. Eles podem facilitar a absorção do ferro.
  •  Não faça uso de antiácidos indiscriminadamente, pois eles atrapalham a absorção do ferro.

E se a anemia é por falta de B12?

Nesse caso a falta de B12 já está muitíssimo acentuada. Anemia por deficiência de B12 é uma condição rara de encontrarmos.

E as demais causas de anemia, como são tratadas?

Depende de cada uma delas, pois como apresentam etiologias (origens) diferentes receberão formas completamente diferentes de tratamento. É possível ser necessário o uso de hormonas (como na doença renal), assim como transfusão de sangue em formas hereditárias.

Não se arrisque! Seja acompanhado por um médico que entenda da sua doença ou condição.

Só resolvemos adequadamente um problema quando sabemos a sua causa. Para que o tratamento seja adequado é necessário que o diagnóstico seja correto.

Fonte: Dr. Eric Slywitch| http://www.alimentacaosemcarne.com.br/ (adaptado)

Substituto da carne: Tempeh

O tempeh, feito através na fermentação dos grãos de soja, é um ótimo substituto da carne, oferecendo vários benefícios para a saúde.

Fonte: warungtempeh.com

Alto teor de fibra – Uma porção de tempeh contém mais fibra do que a maioria das pessoas consome num dia. As fibras são essenciais para uma digestão saudável, assim como para prevenir muitas doenças crónicas.

Fácil digestão – O tempeh é uma excelente escolha para pessoas com dificuldade em digerir alimentos de origem vegetal com alto teor proteico, como os feijões e as leguminosas, ou alimentos à base de soja, como o tofu. O processo de fermentação torna os grãos de soja mais leves, visto que as enzimas produzidas pelo fungo fazem a pré-digestão de grande parte dos nutrientes básicos.

O fungo Rhizopus produz uma enzima – a fitase – que quebra o fitato, aumentando assim a absorção de minerais como o zinco, o ferro e o cálcio. O processo de fermentação reduz enormemente os oligossacarídeos, que dificultam a digestão de feijões para algumas pessoas. Estudos têm demonstrado que o tempeh é essencialmente não flatulento e não produz mais gases do que uma alimentação com não-leguminosas. O tempeh é ideal para pessoas numa dieta com baixo teor de sódio.

Contém antibióticos naturais – O fungo Rhizopus produz agentes antibióticos naturais e estáveis ao calor que combatem alguns organismos causadores de doenças. Os indonésios que comem tempeh como parte de sua dieta reconhecem o tempeh como remédio para diarreia e raramente são acometidos pelas doenças intestinais às quais estão constantemente expostos.

Benéfico para pacientes diabéticos – A proteína do tempeh é excelente para pacientes diabéticos, que tendem a ter problemas com proteínas de origem animal. A proteína e a fibra do tempeh podem igualmente evitar níveis elevados de açúcar no sangue e ajudam a mantê-los controlados.

Fonte: http://saborvital.com/

Vai um docinho sem açúcar?

Se não consegue resistir a um doce, veja aqui as alternativas saudáveis ao açúcar comum!

Stevia

 

Adoçante que é extraído de uma planta de origem sul americana. De origem natural, não causa qualquer alteração na glicose (níveis de açúcar no sangue). Adoça cerca de 300 vezes mais que o açúcar e não adiciona calorias à dieta.

Mel

 

Néctar que é retirado das flores pelas

abelhas e que tem uma composição química muito complexa (rico em antioxidantes, minerais e vitaminas) e com inúmeros benefícios para a saúde, sendo-lhe atribuído inúmeras propriedades terapêuticas. Devido ao seu poder adoçante, substitui o açúcar em todas as suas utilizações.

Seiva de Agave

Extraída de um cato oriundo do México, tem coloração amarela clara e odor agradável. É um alimento orgânico, de poder adoçante superior ao do açúcar (3 vezes mais), e de baixo índice glicémico o que permite a sua utilização por diabéticos. Pode substituir o açúcar do café ou chá e também ser utilizado em bolos e nos mais variados doces.

Geleia de Arroz

 

Resulta da germinação do arroz e de uma fermentação enzimática. Apresenta um elevado teor de hidratos de carbono complexos, que são absorvidos lentamente, o que proporciona saciedade. Pode ser usada como adoçante em bolos, bolachas, sobremesas e bebidas quentes.

Geleia de Milho

 

Geleia não refinada, obtida por processos enzimáticos a partir do grão de milho, isenta de químicos e manipulações genéticas. Pode ser usada em bolachas, para adoçar os cereais do pequeno-almoço, iogurtes, chá e café.

Xarope de Malte de Cevada

 

Resultante da imersão e germinação da cevada. É um adoçante de absorção lenta, não contribuindo para níveis elevados de açúcar no sangue.

Fonte: http://www.bioino.pt/

As várias formas do vegetarianismo

Ovo-lacto-vegetarianos: Comem lacticínios e ovos, e outros produtos de origem vegetal.

Lacto-vegetarianos: Excluem os ovos da sua dieta, no entanto consomem lacticínios.

Ovo-vegetarianos: Incluem na sua dieta alimentar os ovos, porém, não consomem leite e todos os seus derivados.

Vegetarianos: Excluem da sua dieta alimentar todos os ingredientes de origem animal (ovos, lacticínios, mel, gelatina animal, etc.).

Vegans: Não usam qualquer produto de origem animal. Excluem esses produtos não só da alimentação, mas também da roupa, dos produtos de higiene, dos detergentes. São contra todo o tipo de exploração animal.

Conceito Vegetariasnismo

Segundo a Associação de Vegetarianismo de Portugal o “vegetarianismo é uma opção alimentar que exclui do cardápio todos os tipos de carne (incluindo aves, peixes e outros animais marinhos). Por sua vez, o veganismo, também conhecido como vegetarianismo estrito, para além da carne, exclui todos os alimentos de origem animal, como os lacticínios, os ovos e o mel. Não se pense que estes sistemas alimentares são limitados! A alimentação vegetariana é baseada numa grande variedade de alimentos deliciosos e saudáveis, e é uma porta para novas texturas e sabores. Inúmeros pratos étnicos são vegetarianos, e muitos pratos tradicionais podem ser adaptados ao vegetarianismo”.